{"id":869,"date":"2017-10-19T13:59:54","date_gmt":"2017-10-19T16:59:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/?p=869"},"modified":"2017-10-19T15:41:04","modified_gmt":"2017-10-19T18:41:04","slug":"cinema-de-rua-historias-alem-do-roteiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/cinema-de-rua-historias-alem-do-roteiro\/","title":{"rendered":"Cinema de rua: hist\u00f3rias al\u00e9m do roteiro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Para esta semana, mais um post superespecial da nossa expert em rol\u00eas urbanos, Vanessa Bocchi. Desta vez, ela nos apresenta um panorama dos cinemas de rua em S\u00e3o Paulo, nos dando \u00f3timos motivos para visitar esses espa\u00e7os que tanto dizem sobre nossa cidade e cultura, mas que comumente n\u00e3o frequentamos. A Mostra de Cinema de S\u00e3o Paulo come\u00e7a hoje, espalhada por diversos cinemas de rua de S\u00e3o Paulo, ent\u00e3o fica a dica \ud83d\ude42<\/p>\n<p>***<\/p>\n<figure id=\"attachment_872\" aria-describedby=\"caption-attachment-872\" style=\"width: 508px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-872\" src=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/caixa-belas-artes.jpg\" alt=\"\" width=\"508\" height=\"402\" srcset=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/caixa-belas-artes.jpg 550w, https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/caixa-belas-artes-300x237.jpg 300w, https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/caixa-belas-artes-140x110.jpg 140w, https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/caixa-belas-artes-380x302.jpg 380w\" sizes=\"auto, (max-width: 508px) 100vw, 508px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-872\" class=\"wp-caption-text\">Noit\u00e3o do Belas Artes. Quem nunca?<br \/>Cr\u00e9dito da imagem: Let\u00edcia Godoy<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Semana passada, andava pela Rua Fradique Coutinho, em Pinheiros, onde moro h\u00e1 pouco mais de dois anos. Passei em frente ao Cinesala, cinema de rua tradicional\u00edssimo paulistano (se encontra no mesmo local desde 1962, com diferentes nomes ao longo dos anos). Sem compromissos agendados para a tarde, cogitei conferir a pr\u00f3xima sess\u00e3o dispon\u00edvel, quando me dei conta que, naqueles \u00faltimos dois anos, havia ido ao Cinesala duas \u00fanicas vezes. N\u00famero baix\u00edssimo para uma pessoa que se considera cin\u00e9fila e mora a um quarteir\u00e3o do cinema, certo?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Depois de alguns bons minutos assimilando esse fato, comecei a tentar listar os motivos para que essa frequ\u00eancia fosse t\u00e3o baixa. Seria por achar muito caro? Ou o comodismo de ter o combo sof\u00e1 + TV me aguardando em casa do outro lado da Teodoro Sampaio era tentador demais para resistir?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Assumi para mim mesma que ambos os motivos eram verdadeiros (e n\u00e3o me orgulho de como o segundo me faz parecer pregui\u00e7osa, juro).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Com isso em mente, dediquei um tempo a pesquisar e escrever sobre cinemas de rua, mas n\u00e3o queria elaborar um ranking dos melhores e mais bonitos de S\u00e3o Paulo, como vejo constantemente pela internet. Queria engatar uma discuss\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de frequent\u00e1-los e percebendo ao mesmo tempo o papel deles na cidade, tanto na quest\u00e3o cultural quanto urbana.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Os cinemas de rua eram muito comuns na d\u00e9cada de 60 e 70, mas ao longo dos anos que trouxeram exponenciais avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, as redes de exibi\u00e7\u00e3o preferiram investir em complexos com um grande n\u00famero de salas dentro de shopping centers, aliando o cinema \u00e0 sua \u00e1rea de lazer. Hoje s\u00e3o poucos os cinemas propriamente de rua espalhados pela cidade. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Abaixo, procurei listar os principais motivos para incluirmos esses incr\u00edveis espa\u00e7os culturais e de entretenimento no nosso pr\u00f3ximo roteiro de lazer.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Sele\u00e7\u00e3o dos Filmes<\/em><\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_873\" aria-describedby=\"caption-attachment-873\" style=\"width: 676px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-873\" src=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/reserva.jpg\" alt=\"\" width=\"676\" height=\"339\" srcset=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/reserva.jpg 766w, https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/reserva-300x150.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 676px) 100vw, 676px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-873\" class=\"wp-caption-text\">Chaplin aprova este cinema.<br \/>Cr\u00e9dito da imagem: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O primeiro pensamento que vem \u00e0 mente quando falamos de cinema de rua \u00e9 a escolha da programa\u00e7\u00e3o. Express\u00f5es como \u201cfilmes cult\u201d ou \u201cfilmes cabe\u00e7a\u201d sempre aparecem no assunto e, se \u00e0s vezes esses podem n\u00e3o ser os termos mais apropriados, n\u00e3o podemos negar que a maior parte do circuito de exibi\u00e7\u00e3o dessas salas escolhem filmes que v\u00e3o na contram\u00e3o dos <em>blockbusters<\/em>, preferindo exibir filmes independentes, de pequenas distribuidoras, ou at\u00e9 mesmo realizando pequenas mostras de filmes cl\u00e1ssicos e participando de festivais cinematogr\u00e1ficos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Ambienta\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Um elemento diferencial desses empreendimentos s\u00e3o os espa\u00e7os onde est\u00e3o constru\u00eddos, seu design arquitet\u00f4nico e decora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 compara\u00e7\u00e3o entre qualquer sala de um grande complexo de shopping com o Cine Marab\u00e1, por exemplo. Inaugurado em 1944 e tombado como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico, seu grande sal\u00e3o de entrada, lustres e fachadas passaram por uma restaura\u00e7\u00e3o em 2009 e hoje o cinema abriga cinco salas de exibi\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Tamb\u00e9m vale conferir o Cinearte no Conjunto Nacional e sua apar\u00eancia que remete a um grande teatro, al\u00e9m de outras salas cuja decora\u00e7\u00e3o \u00e9 uma atra\u00e7\u00e3o \u00e0 parte. \u00c9 o caso da Cinesala, com p\u00f4steres de filmes cl\u00e1ssicos espalhados pelas paredes (desde Monty Python at\u00e9 Trainspotting) e mobilia\u0301rio de Ruy Ohtake e Zanine Caldas.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_874\" aria-describedby=\"caption-attachment-874\" style=\"width: 626px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-874\" src=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/wes-anderson.jpg\" alt=\"\" width=\"626\" height=\"441\" srcset=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/wes-anderson.jpg 764w, https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/wes-anderson-300x211.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 626px) 100vw, 626px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-874\" class=\"wp-caption-text\">Ache o Wes Anderson na parede.<br \/>Cr\u00e9dito da imagem: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Hist\u00f3ria e Urbanismo<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Se tra\u00e7armos uma rota pela cidade abrangendo a localiza\u00e7\u00e3o desses cinemas, temos mais do que um circuito de passeio, temos tamb\u00e9m um trajeto que conta a hist\u00f3ria da cidade. A localiza\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Cine Marab\u00e1, na Av. Ipiranga, j\u00e1 diz muito sobre o cen\u00e1rio cinematogr\u00e1fico da \u00e9poca. Pertencente ao empres\u00e1rio paulista Paulo S\u00e1 Pinto, ele foi constru\u00eddo em frente ao antigo Cine Ipiranga, que pertencia ao espanhol Francisco Serrador, dono na \u00e9poca de um grande n\u00famero de complexos na cidade. A escolha do local foi uma clara mensagem de oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 hegemonia de Serrador nos cinemas paulistanos.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_875\" aria-describedby=\"caption-attachment-875\" style=\"width: 619px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-875\" src=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/historai-e-urbanismo.jpg\" alt=\"\" width=\"619\" height=\"315\" srcset=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/historai-e-urbanismo.jpg 902w, https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/historai-e-urbanismo-300x153.jpg 300w, https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/historai-e-urbanismo-768x391.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 619px) 100vw, 619px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-875\" class=\"wp-caption-text\">73 anos e contando.<br \/>Cr\u00e9dito da imagem: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A Cinemateca Brasileira j\u00e1 teve suas proje\u00e7\u00f5es e eventos organizados no antigo Cine Fiametta (hoje o Cinesala!) at\u00e9 que, em 1992, a prefeitura cedeu o complexo tombado do Matadouro Municipal para abrigar sua vasta cole\u00e7\u00e3o de filmes. Ao longo dos anos, o espa\u00e7o passou por diversas reformas e hoje nele tamb\u00e9m se encontra a Biblioteca Paulo Emilio Salles Gomes, que conta em seu acervo com quase 5.000 livros, revistas brasileiras e estrangeiras, estudos acad\u00eamicos e diversos cartazes de filmes para fazerem a alegria de qualquer cin\u00e9filo.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_876\" aria-describedby=\"caption-attachment-876\" style=\"width: 594px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-876\" src=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/cinemateca.jpg\" alt=\"\" width=\"594\" height=\"265\" srcset=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/cinemateca.jpg 594w, https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/cinemateca-300x134.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 594px) 100vw, 594px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-876\" class=\"wp-caption-text\">Matadouro? Que matadouro?<br \/>Cr\u00e9dito da imagem: Dario de Freitas<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Infelizmente, quando falamos hoje do impacto desses cinemas nas metr\u00f3poles, o assunto \u00e9 sempre acompanhado por um tom pessimista e nost\u00e1lgico, j\u00e1 que a desativa\u00e7\u00e3o da grande parte deles ao longos dos anos em todo o Brasil deixa um buraco na mem\u00f3ria urbana e arquitet\u00f4nica das cidades, alterando paisagens e a identifica\u00e7\u00e3o dos polos culturais nos bairros.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Por\u00e9m, para olhares mais otimistas, como o de M\u00e1rcia Bessa e Wilson Oliveira Filho no excelente artigo \u201cNas ruas dos cinemas, cinemas nas ruas, cinemas de rua: a cidade como uma quest\u00e3o cinematogr\u00e1fica\u201d, isso tamb\u00e9m significa que os espa\u00e7os que ainda permanecem s\u00e3o um lembrete di\u00e1rio de sobreviv\u00eancia e de revitaliza\u00e7\u00e3o de nossas \u00e1reas urbanas.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Manuten\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Falar sobre a import\u00e2ncia hist\u00f3rica e de como a ambienta\u00e7\u00e3o de um cinema de rua \u00e9 muito mais agrad\u00e1vel do que um shopping center \u00e9 mais do que v\u00e1lido. Agora, quando olhamos para dentro da ind\u00fastria das salas de exibi\u00e7\u00f5es e entendemos como os pequenos espa\u00e7os passam por ainda mais obst\u00e1culos para se manterem ativos, os motivos para os apoiar ficam ainda mais escancarados e deveriam influenciar na hora de escolher onde assistir ao pr\u00f3ximo filme.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Por seu n\u00famero reduzido de salas e sele\u00e7\u00e3o dos filmes exibidos (j\u00e1 discutido anteriormente), o lucro dificilmente \u00e9 proveniente do faturamento da bilheteria. No modelo de neg\u00f3cio atual, as distribuidoras ficam com a maior parte do dinheiro arrecadado pelos filmes. Segundo o Sebrae, a lucratividade est\u00e1 baseada nos servi\u00e7os complementares, como alimentos e bebidas, venda de espa\u00e7o de m\u00eddia, aluguel da sala para eventos, etc. Tudo isso tem que acomodar os gastos elevados desse tipo de entretenimento, considerando equipamentos, estrutura e manuten\u00e7\u00e3o das salas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Tudo isso complica ainda mais quando pensamos na concorr\u00eancia. No mercado de exibidoras, os complexos com mais de 5 salas representam hoje quase 70% do faturamento desse mercado (Ancine, 2015).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Para os cr\u00e9ditos finais&#8230;<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Cada t\u00f3pico abordado poderia se estender muito mais (h\u00e1 \u00f3timos livros sobre o assunto, a hist\u00f3ria dos cinemas de rua cariocas, por exemplo, \u00e9 riqu\u00edssima e recomendo muito o estudo), mas a mensagem que deixo \u00e9 que h\u00e1 motivos para incluir esses cinemas no seu pr\u00f3ximo passeio, que se torna ainda mais rico quando valorizamos a hist\u00f3ria e o cuidado que foi investido ali. \u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Infelizmente, a oferta atual dos cinemas de rua n\u00e3o atende aos bairros mais perif\u00e9ricos (e isso j\u00e1 renderia um outro post). Por outro lado, a maioria desses cinemas possui f\u00e1cil acesso atrav\u00e9s de transporte p\u00fablico. Tentem marcar j\u00e1 na agenda uma visita a um deles o mais r\u00e1pido poss\u00edvel e passem pela experi\u00eancia de irem ao cinema para curtir e absorver muito al\u00e9m do filme.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-878 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/WhatsApp-Image-2017-10-19-at-14.44.14.jpeg\" alt=\"\" width=\"634\" height=\"724\" srcset=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/WhatsApp-Image-2017-10-19-at-14.44.14.jpeg 750w, https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/WhatsApp-Image-2017-10-19-at-14.44.14-263x300.jpeg 263w\" sizes=\"auto, (max-width: 634px) 100vw, 634px\" \/><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong><em>Refer\u00eancias<\/em><\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">M\u00e1rcia Bessa e Wilson Oliveira Filho, \u00ab Nas ruas dos cinemas, cinemas nas ruas, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">cinemas de rua<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">: a cidade como uma quest\u00e3o cinematogr\u00e1fica \u00bb, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Ponto Urbe<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> [Online], 15 | 2014, posto online no dia 30 Dezembro 2014, consultado 13 Agosto 2017. URL : http:\/\/pontourbe.revues.org\/2536 ; DOI : 10.4000\/pontourbe.2536<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Paulo Roberto Elias, \u00ab Cinemas de rua \u00bb consultado 13 Agosto 2017. URL : <\/span><a href=\"http:\/\/webinsider.com.br\/2013\/01\/03\/cinemas-de-rua\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/webinsider.com.br\/2013\/01\/03\/cinemas-de-rua\/<\/span><\/a><\/p>\n<p>Arte das fotos: Ivan M. Franco<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>[one_fourth]<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-721\" src=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/nessa.jpg\" alt=\"nessa\" width=\"175\" height=\"176\" srcset=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/nessa.jpg 637w, https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/nessa-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/nessa-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/en\/the-mousehole\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/nessa-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 175px) 100vw, 175px\" \/><\/p>\n<p>[\/one_fourth]<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><em>Vanessa Bocchi \u00e9 formada em R\u00e1dio e Televis\u00e3o pela Faculdade C\u00e1sper L\u00edbero, onde desenvolveu e praticou sua paix\u00e3o pelo Cinema atrav\u00e9s da escrita de roteiros e produ\u00e7\u00e3o de curtas-metragens. Hoje atua como publicit\u00e1ria, adora um bom caf\u00e9 coado na Hario e divide seu tempo de lazer entre o eixo Pinheiros (SP) &#8211; Ipanema (RJ).<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para esta semana, mais um post superespecial da nossa expert em rol\u00eas urbanos, Vanessa Bocchi. Desta vez, ela nos apresenta um panorama dos cinemas de rua em S\u00e3o Paulo, nos dando \u00f3timos motivos para visitar esses espa\u00e7os que tanto dizem sobre nossa cidade e cultura, mas que comumente n\u00e3o frequentamos. 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