{"id":1178,"date":"2019-09-26T11:43:05","date_gmt":"2019-09-26T14:43:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/toca-do-mouse\/?p=1178"},"modified":"2019-10-10T14:57:34","modified_gmt":"2019-10-10T17:57:34","slug":"dia-nacional-dos-surdos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/toca-do-mouse\/dia-nacional-dos-surdos\/","title":{"rendered":"Dia Nacional dos Surdos"},"content":{"rendered":"\n<p>Caros leitores e leitoras,<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, em celebra\u00e7\u00e3o ao Dia Nacional dos Surdos, trazemos uma programa\u00e7\u00e3o toda especial! Pela primeira vez na hist\u00f3ria do blog, publicamos uma tradu\u00e7\u00e3o livre de um artigo que adoramos, feita com o carinho costumeiro pela nossa tradutora Paula Barreto.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de uma mat\u00e9ria do site The Guardian sobre como o uso das legendas descritivas, ou closed captions, vem aumentando e ajudando at\u00e9 mesmo pessoas n\u00e3o surdas a compreender melhor os conte\u00fados audiovisuais. O texto mergulha a fundo no uso das legendas descritivas em v\u00e1rios cen\u00e1rios, inclusive a cria\u00e7\u00e3o de memes.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, acima de tudo, a mat\u00e9ria d\u00e1 voz \u00e0 comunidade surda na sua luta pela normaliza\u00e7\u00e3o das legendas, para que surdos e n\u00e3o surdos estejam em p\u00e9 de igualdade, seja ao escolher uma s\u00e9rie na Netflix ou entrar numa sala de cinema. E n\u00f3s assinamos embaixo!<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de ler esse text\u00e3o incr\u00edvel, passe nas nossas redes sociais para acompanhar o que preparamos para esse dia t\u00e3o importante!<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Luzes, c\u00e2mera, <em>caption<\/em>! Por que as legendas n\u00e3o servem mais apenas para deficientes auditivos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma grande quantidade de pessoas sem problema de audi\u00e7\u00e3o est\u00e1 dando prefer\u00eancia a assistir conte\u00fados legendados. Por qu\u00ea? Ser\u00e1 que as legendas deveriam se tornar o padr\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.guim.co.uk\/img\/media\/415386a890835d318959503afb092309ab69f20e\/240_14_1570_942\/master\/1570.jpg?width=700&amp;quality=85&amp;auto=format&amp;fit=max&amp;s=2d58608aa1307212f04117d2f2b24078\" alt=\"\"\/><figcaption>&#8220;Minha tia foi comida por vespas.&#8221; A palavra para vespa em ingl\u00eas, <em>wasp<\/em>, \u00e9 tamb\u00e9m a grafia da sarc\u00e1stica express\u00e3o <em>W.A.S.P<\/em>. &#8211; branco, anglo-sax\u00e3o e protestante.<br>O meme, retirado da s\u00e9rie Sex Education, \u00e9 uma imagem da conta de Twitter No Context.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cLegendas n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 para os surdos\u201d, diz o tweet que foi o in\u00edcio de tudo. \u201cMuitos amigos meus com audi\u00e7\u00e3o perfeita tamb\u00e9m as usam. Se voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 surdo e ativa as legendas na Netflix e na TV e gostaria de v\u00ea-las no cinema tamb\u00e9m, d\u00ea um retweet para que elas se tornem a norma!\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O post recente de @deafgirly (Deafinitely Girly) acumulou rapidamente 75.000 likes e uma enxurrada de respostas. \u201cEu fiquei confusa inicialmente quando vi que o post tinha bombado\u201d, disse a blogueira londrina de 30 anos, que prefere ser chamada pelo seu nome de usu\u00e1rio do Twitter. \u201cEu sa\u00ed para almo\u00e7ar com a minha m\u00e3e e n\u00e3o parou de chegar notifica\u00e7\u00e3o no meu celular. Mas fiquei muito satisfeita com o apoio global de gente de todas as idades \u00e0s legendas. At\u00e9 as pessoas que n\u00e3o gostam de legendas no cinema disseram que as aturariam para que os surdos pudessem ir a mais exibi\u00e7\u00f5es de filmes.\u201d Uma mulher at\u00e9 contou para DG que ativa as legendas quando est\u00e1 muito chapada para ver suas s\u00e9ries favoritas.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o tweet e suas muitas respostas deixaram claro, n\u00e3o s\u00e3o apenas os surdos que contam com as legendas em 2019. O que j\u00e1 foi uma quest\u00e3o de acessibilidade e um alicerce das exibi\u00e7\u00f5es em l\u00ednguas estrangeiras est\u00e1 se tornando uma parte inevit\u00e1vel dos conte\u00fados audiovisuais. Em um artigo para o site americano The Outline publicado no in\u00edcio do ano, o jornalista Sean Neumann afirmou que a legenda salvou sua rela\u00e7\u00e3o com \u201cGame of Thrones\u201d ao permitir que ele lesse e processasse grandes quantidades de informa\u00e7\u00e3o a cada epis\u00f3dio (\u201cEspera, quem \u00e9 Lord Mormont mesmo? \u00c9 a mesma pessoa que Ser Mormont?\u201d).<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras m\u00eddias, memes de TV com falas legendadas viraram padr\u00e3o nas redes sociais. Contas de Twitter No Context (Sem Contexto), que separam falas do roteiro de uma s\u00e9rie do seu significado original, est\u00e3o crescendo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.guim.co.uk\/img\/media\/6965718f8792156d8319de17f9981e13fe4dc0c9\/87_34_1144_686\/master\/1144.jpg?width=700&amp;quality=85&amp;auto=format&amp;fit=max&amp;s=5ff841295e82392b2a48e16aff636bff\" alt=\"\"\/><figcaption>&#8220;Voc\u00ea acha que a Margot Robbie curte filosofia?&#8221;<br>Imagem da s\u00e9rie The Good Place.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Muitas das respostas que DG recebeu eram de adolescentes e jovens na casa dos vinte e poucos anos dizendo que gostam de legendas porque assim podem fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo. Al\u00e9m disso, considerando que as s\u00e9ries de TV muitas vezes est\u00e3o cheias de sons ambientes inintelig\u00edveis (sendo a mais recente delas \u201cThe Virtues\u201d, de Shane Meadows), n\u00e3o \u00e9 de se espantar que as legendas estejam por toda parte.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo surpreendente de 2006 do Ofcom (o \u00f3rg\u00e3o regulador da m\u00eddia brit\u00e2nica) estimou que apenas 1,5 milh\u00e3o dos 7,5 milh\u00f5es de telespectadores brit\u00e2nicos adeptos das legendas t\u00eam defici\u00eancia auditiva. A estat\u00edstica pode ser de 13 anos atr\u00e1s, mas o \u00f3rg\u00e3o regulador diz: \u201cNossa percep\u00e7\u00e3o \u00e9 de que o uso de legendas vem aumentando conforme o aumento do uso de aparelhos m\u00f3veis e smart, j\u00e1 que cada vez mais pessoas est\u00e3o assistindo a programas e v\u00eddeos enquanto se locomovem.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Christina McDermott, que trabalha com redes sociais, explica essa mudan\u00e7a mais detalhadamente. \u201cN\u00e3o tem nada pior do que voc\u00ea estar sentada quietinha em um lugar e um conte\u00fado que viralizou e sua m\u00e3e botou no Facebook come\u00e7ar a tocar bem alto\u201d, diz ela, acrescentando que as legendas podem fisgar pessoas desinteressadas. \u201cDa perspectiva da ind\u00fastria, estamos sempre procurando v\u00eddeos curtos que fa\u00e7am as pessoas parar de rolar a tela e parar o que est\u00e3o fazendo para assistir at\u00e9 o final.\u201d Ela diz ainda que at\u00e9 85% dos v\u00eddeos do Facebook s\u00e3o assistidos sem \u00e1udio \u2013 portanto, com legendas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.guim.co.uk\/img\/media\/45a052b761634f9010d5ccd003b0a9caf42e9159\/79_34_1793_1076\/master\/1793.jpg?width=700&amp;quality=85&amp;auto=format&amp;fit=max&amp;s=39c9048498c9bf88d46ad5c3995ff8ee\" alt=\"\"\/><figcaption>&#8220;Quero me mover como uma chita.&#8221;<br>Uma viagem de volta ao cinema mudo. Imagem de Parks and Recreation.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Esse conceito de atrair a aten\u00e7\u00e3o dos espectadores usando texto em vez de elementos visuais levou a jornalista do \u201cNew York Times\u201d Amanda Hess a apontar que \u201c<em>videomakers <\/em>bombados na internet est\u00e3o reutilizando as mesmas t\u00e9cnicas adotadas no cinema mudo de 100 anos atr\u00e1s\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada vez mais as pessoas assistem TV por influ\u00eancia das redes sociais, e a TV, por sua vez, as leva de volta a essas mesmas redes. O reality show \u201cLove Island\u201d, por exemplo, gera uma nova quantidade de <em>influencers<\/em> do Instagram a cada temporada. Enraizado nesse ciclo est\u00e1 uma cultura de memes que significa que quem \u00e9 r\u00e1pido o suficiente para postar a imagem de uma cena j\u00e1 com legenda pode se deparar com likes e retweets na casa dos cinco d\u00edgitos. E, claro, h\u00e1 as contas No Context, nas quais at\u00e9 os criadores de conte\u00fado est\u00e3o se aventurando. O Twitter oficial da s\u00e9rie \u201cSex Education\u201d, da Netflix, \u00e9 chamada \u201cno context sex education\u201d e posta apenas imagens do programa.<\/p>\n\n\n\n<p>Mollie Goodfellow, escritora e criativa focada em redes sociais, acredita que ativar as legendas \u00e9 \u201cbem mais f\u00e1cil do que criar as pr\u00f3prias legendas mentalmente\u201d. Mas essa n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica raz\u00e3o para ela assistir conte\u00fados com aux\u00edlio de texto. \u201cEu uso legendas desde que sou adolescente\u201d, diz. \u201cN\u00e3o tenho nada diagnosticado (como TDAH), mas se tem muita coisa acontecendo no lugar em que estou, ou ent\u00e3o se estou assistindo a um filme de a\u00e7\u00e3o barulhento, \u00e9 mais f\u00e1cil para mim ativar as legendas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.guim.co.uk\/img\/media\/e3bf2704df01f5ce933aa998dda6991d39270d07\/151_41_1291_775\/master\/1291.jpg?width=700&amp;quality=85&amp;auto=format&amp;fit=max&amp;s=6f11000c5644d491ec48edfa3488ef48\" alt=\"\"\/><figcaption>[urinando energicamente]<br>Exagero de informa\u00e7\u00e3o? Orange is the New Black.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Intrigantemente, parece que as legendas atraem principalmente crian\u00e7as. Henry Warren \u00e9 o cofundador da Tots, ou Turn on the Subtitles (Ativem as Legendas), uma campanha nova que solicita aos criadores de conte\u00fado que adicionem legendas nos programas voltados para crian\u00e7as em idade escolar. Inspirado pela pesquisa feita pelo acad\u00eamico indiano Brij Kothari, Warren e seu parceiro de neg\u00f3cios Oli Barrett decidiram ver se as redes de televis\u00e3o prestariam aten\u00e7\u00e3o em dados que conectam o uso de legendas a um grande aumento no n\u00edvel de alfabetiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA estat\u00edstica (em estudos j\u00e1 existentes) parecia boa demais para ser verdade\u201d, Warren me conta entre reuni\u00f5es com grandes emissoras brit\u00e2nicas. \u201cEnt\u00e3o tentamos entender melhor e encontramos v\u00e1rios experimentos de rastreamento ocular diferentes que confirmavam os dados. Quando as crian\u00e7as conseguem decodificar cinco palavras ou mais, elas realmente come\u00e7am a acompanhar a leitura.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Warren pensa no papel do Tots como uma conex\u00e3o entre institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas, como a National Literacy Trust, e as grandes emissoras, a princ\u00edpio com o objetivo de fazer com que as legendas se tornem um padr\u00e3o em programas voltados para crian\u00e7as de 6 a 10 anos. \u201cAcho que vai chegar uma hora que nem vamos mais pensar nisso\u201d, ele diz. \u201cAs legendas simplesmente estar\u00e3o l\u00e1.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.guim.co.uk\/img\/media\/a9147194873436d9f32a789421cfe991be6db600\/175_302_2722_1633\/master\/2722.jpg?width=700&amp;quality=85&amp;auto=format&amp;fit=max&amp;s=873d9bad331c146a5231c59c7a0a8ee2\" alt=\"\"\/><figcaption>Como \u00e9? &#8230;alguns espectadores acharam The Virtues inintelig\u00edvel.<br>Fotografia: Channel 4<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Mas o que os surdos acham disso? Anna Gryszkiewicz, que tem 39 anos e mora em \u00d6sterg\u00f6tland, na Su\u00e9cia, foi diagnosticada com perda auditiva neurossensorial aos 20 anos e come\u00e7ou a usar legendas. Ela v\u00ea o aumento do uso de legendas como uma evolu\u00e7\u00e3o positiva. \u201cTem sido muito mais f\u00e1cil achar ou solicitar legendas hoje em dia do que 15 anos atr\u00e1s.\u201d E acrescenta: \u201cOs surdos vivem melhor atualmente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o da tecnologia traz consigo preocupa\u00e7\u00f5es sobre a qualidade das legendas. O YouTube muitas vezes usa legendas truncadas, feitas por m\u00e1quinas. \u201cMinha maior preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 confiar demais em tecnologias como as legendas autom\u00e1ticas\u201d, diz Gryszkiewicz. \u201cSou engenheira e adoro tecnologia, mas n\u00e3o podemos nos esquecer dos aspectos sociais da perda de audi\u00e7\u00e3o. Linguagem, comunica\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o coisas complexas. As consequ\u00eancias da perda de audi\u00e7\u00e3o ou da surdez n\u00e3o s\u00e3o o que as pessoas imaginam, e o impacto que isso tem na comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 muitas vezes subestimado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu entendo que legendas de qualidade e outras ferramentas de acessibilidade s\u00e3o caras, e \u00e9 justo usar tecnologia para reduzir custos, mas espero que levem a s\u00e9rio nossas opini\u00f5es quando tentamos explicar qual tipo de acessibilidade \u00e9 \u00fatil e qual n\u00e3o \u00e9.\u201d <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.guim.co.uk\/img\/media\/550a1778e6bb46474642e47309d8a2c3300ca9de\/0_0_4147_2488\/master\/4147.jpg?width=700&amp;quality=85&amp;auto=format&amp;fit=max&amp;s=bbcdb1af35c32ba18547f6f35f068ef5\" alt=\"\"\/><figcaption>Para acompanhar melhor, pessoas usam cada vez mais legendas em trens barulhentos.<br>Fotografia: David Gee\/Alamy Stock Photo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Essa quest\u00e3o de alguns programas terem legenda e outros n\u00e3o, assim como o formato dessas legendas, \u00e9 refinada por Jess Reid, da institui\u00e7\u00e3o beneficente Action on Hearing Loss. \u201cO Ofcom afirma que um ter\u00e7o dos servi\u00e7os <em>on-demand<\/em> n\u00e3o possui nenhum tipo de legenda\u201d, ela diz. \u201cNa \u00faltima semana, recebemos reclama\u00e7\u00f5es devido ao fato do \u2018Britain\u2019s Got Talent\u2019 ter legenda quando exibido na TV, mas n\u00e3o no servi\u00e7o <em>on-demand.<\/em> E isso \u00e9 apenas um exemplo. Recebemos frequentemente reclama\u00e7\u00f5es sobre programas de TV populares, de \u2018Game of Thrones\u2019 a \u2018Love Island\u2019, porque pessoas surdas e com perda de audi\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o est\u00e3o sendo levadas em conta.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, os criadores de conte\u00fado t\u00eam suas obje\u00e7\u00f5es. Elliott Arndt, diretor de clipes musicais e curtas, tem oposi\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s legendas. \u201cEu gosto de us\u00e1-las como elemento gr\u00e1fico de uma produ\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da habitual ferramenta de informa\u00e7\u00e3o\u201d, diz ele. \u201cMas n\u00e3o \u00e9 sempre que fa\u00e7o isso. \u00c0s vezes eu preferiria n\u00e3o ter que inserir legendas para manter a imagem limpa, mas a mensagem que estou tentando passar requer a presen\u00e7a delas. Nesse caso, tento torn\u00e1-las parte do v\u00eddeo de uma maneira interessante, como, por exemplo, uma imagem que aparece para destacar certas palavras em momentos diferentes. Eu acho que para muita gente \u00e9 dif\u00edcil se sentir imerso na imagem se a pessoa tem que ficar lendo algo que \u2018est\u00e1 na imagem\u2019.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, como muitos outros, Arndt concorda que a populariza\u00e7\u00e3o das legendas tem mais vantagens do que desvantagens, j\u00e1 que torna conte\u00fados audiovisuais mais acess\u00edveis, compreens\u00edveis e din\u00e2micos. \u201cTornar as legendas obrigat\u00f3rias pode ser uma maneira interessante de incentivar as pessoas a criar um sistema novo\u201d, ele diz. \u201cAlgo que n\u00e3o estrague a experi\u00eancia visual, mas que seja adequado \u00e0s necessidades de todos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Deafinitely Girly est\u00e1 totalmente otimista com as possibilidades. \u201cQuanto mais pessoas usarem legendas, melhor\u201d, diz ela. \u201cSeria \u00f3timo se fossem obrigat\u00f3rias para todos os servi\u00e7os de <em>streaming<\/em> e para pelo menos 50% das sess\u00f5es de cinema.\u201d Essa mudan\u00e7a permitiria que ela fosse ao cinema nos finais de semana assistir a lan\u00e7amentos com o marido, que n\u00e3o tem nenhum grau de surdez. Al\u00e9m disso, isso significaria ter um padr\u00e3o inclusivo, e n\u00e3o exclusivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMinha surdez me deixa muito isolada \u00e0s vezes\u201d, diz DG. \u201cEu perco as piadas dos v\u00eddeos nas redes sociais, conte\u00fados viralizados n\u00e3o significam nada para mim e n\u00e3o posso acompanhar as not\u00edcias recentes de que todos est\u00e3o falando no Twitter. Se as legendas fossem universais, isso mudaria completamente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<p>Os memes foram retirados da mat\u00e9ria original e traduzidos\/explicados na legenda. Acesse o original <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/tv-and-radio\/2019\/jul\/21\/subtitles-tv-hearing-no-context-twitter-captions\">aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caros leitores e leitoras, Hoje, em celebra\u00e7\u00e3o ao Dia Nacional dos Surdos, trazemos uma programa\u00e7\u00e3o toda especial! 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