{"id":13,"date":"2014-06-08T16:40:53","date_gmt":"2014-06-08T19:40:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/toca-do-mouse\/?p=13"},"modified":"2020-07-06T15:48:51","modified_gmt":"2020-07-06T18:48:51","slug":"sobre-a-moviola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/toca-do-mouse\/sobre-a-moviola\/","title":{"rendered":"Post Inaugural: Especial Moviola"},"content":{"rendered":"<p>Amig\u00f5es e amigonas da LBM,<\/p>\n<p>Por quase quatro anos agora, damos as boas-vindas a voc\u00eas no nosso blog. Hoje, trazemos o #tbt mais emocional poss\u00edvel: o nosso post inaugural.<\/p>\n<p>Em 2014, ele contou a voc\u00eas um pouco da nossa hist\u00f3ria pessoal como empresa familiar e do nosso trabalho com cinema. Falou muito e sobretudo da moviola, nosso querido equipamento de pietagem. Em 2018, vemos que tanto mudou: nossa moviola hoje mora na Cinemateca de S\u00e3o Paulo, ap\u00f3s doa\u00e7\u00e3o feita pelo s\u00f3cio-pai; meu av\u00f4 n\u00e3o est\u00e1 mais entre n\u00f3s; e os cinemas no Brasil est\u00e3o quase 100% digitalizados, bem como os processos de legendagem. E, \u00e9 claro, ningu\u00e9m mais fala em pietagem, exceto figur\u00f5es das antigas, como n\u00f3s (descubra mais sobre <a href=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/servicos\">nossos servi\u00e7os<\/a> atuais).<\/p>\n<p>Esse revival tem por objetivo relembrar e comemorar a evolu\u00e7\u00e3o do blog, da nossa empresa e da ind\u00fastria como um todo. Serve tamb\u00e9m de esquenta para um guest post mais do que especial de algu\u00e9m que manja muito de moviola e pietagem e vai dividir sua hist\u00f3ria conosco semana que vem.<\/p>\n<p>Entramos no t\u00fanel do tempo.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Amiguinhos e amiguinhas da LBM, bem-vindos ao nosso blog!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste post inaugural, queremos primeiramente agradecer a sua disposi\u00e7\u00e3o em dispor de alguns instantes para nos conhecer melhor. A Little Brown Mouse \u00e9 uma nova marca, mas n\u00e3o \u00e9 de hoje que fazemos o nosso trabalho. Nossa empresa \u00e9 composta por esta que vos fala, Ligia, e seu dign\u00edssimo pai, Claudio, a quem carinhosamente me refiro como s\u00f3cio-pai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo se iniciou quando o s\u00f3cio-pai (que n\u00e3o era nem s\u00f3cio, nem pai) come\u00e7ou a fazer bicos de tradu\u00e7\u00e3o com empresas da \u00e1rea cinematogr\u00e1fica para garantir o <em>sunday<\/em> do Joakin&#8217;s nosso de cada dia, isso em torno de 1974. Ent\u00e3o, voc\u00ea se pergunta: &#8220;Onde raios esse playboy foi arrumar um trampo desses?&#8221;. Foi tudo facilitado pelo meu av\u00f4, Adone Fragano, que foi diretor da Fama Filmes e da \u00a0Paris Filmes e at\u00e9 hoje mant\u00e9m uma empresa de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de filmes aqui no Brasil. O s\u00f3cio-pai se enveredou por outros caminhos profissionais no come\u00e7o da sua vida adulta, mas n\u00e3o se realizou, retornando assim \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o e pietagem de filmes em 1990 (quando j\u00e1 era pai, mas n\u00e3o s\u00f3cio) e transformando o bico em sua bem-sucedida carreira que adentra os dias atuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como o fruto n\u00e3o cai muito longe do p\u00e9, eu j\u00e1 no colegial comecei a fazer trabalhinhos de tradu\u00e7\u00e3o com o s\u00f3cio-pai, que pacientemente me explicava que <em>sand dollar<\/em> n\u00e3o era um d\u00f3lar de areia (sabe aquelas bolachas do mar? ent\u00e3o) e outras coisas do tipo. Isso me levou a estudar Letras e me profissionalizar no caminho das l\u00ednguas. Alguns anos depois, nos associamos com a cria\u00e7\u00e3o de uma empresa, e esse \u00e9 o momento em que gosto de pensar que o s\u00f3cio-pai atinge seu ponto alto pessoal e profissional, tornando-se simultaneamente meu pai e s\u00f3cio. Bem, c\u00e1 estamos. Talvez sejamos familiares pois vez ou outra voc\u00ea viu nossos nomes assinados ao fim da exibi\u00e7\u00e3o de um filme no cinema, talvez nunca tenha prestado aten\u00e7\u00e3o. Preste aten\u00e7\u00e3o a partir de agora, pois a assinatura vir\u00e1 no nome de Little Brown Mouse!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bem, agora voc\u00ea j\u00e1 nos conhece melhor. Mas, espere a\u00ed. Talvez ao ler a breve introdu\u00e7\u00e3o acima voc\u00ea tenha empacado na palavra &#8220;pietagem&#8221;. Esse substantivo bacana designa o trabalho feito para definir o espa\u00e7o\/tempo que se tem para escrever cada legenda. Se voc\u00ea \u00e9 fu\u00e7ado e j\u00e1 usou algum software de tradu\u00e7\u00e3o de legendas, deve estar pensando: &#8220;Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 apertar uma tecla para parar quando o caboclo come\u00e7a a falar e outra quando ele termina, escrever a legenda na caixa de texto e o computador faz o resto?&#8221;. Bem, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples assim. Para a legendagem de m\u00eddias como TV e DVD, os softwares funcionam bem dessa forma mesmo. Processo semelhante tamb\u00e9m existe para cinema quando se trata dos que j\u00e1 est\u00e3o digitalizados, cujo produto final exibido no projetor chamamos de DCP. Por\u00e9m, nem todos os cinemas (na verdade, talvez a maioria deles) s\u00e3o digitalizados. Muitos deles ainda trabalham com as c\u00f3pias de 35mm, que s\u00e3o aqueles rolos de filmes cl\u00e1ssicos e pesad\u00f5es que muitas veze<span style=\"line-height: 1.6;\">s s\u00e3o usados como s\u00edmbolo do cinema. Para definir o espa\u00e7o\/tempo das legendas nessas condi\u00e7\u00f5es, \u00e9 preciso fazer a pietagem numa m\u00e1quina chamada MOVIOLA (foto). E, depois de muitos rodeios, isso nos traz ao verdadeiro sentido do post inaugural, que \u00e9 justamente contar para voc\u00eas sobre a querida moviola que temos conosco.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_23\" aria-describedby=\"caption-attachment-23\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-23 size-medium\" style=\"line-height: 1.5em;\" src=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/toca-do-mouse\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/20140417_140452-300x225.jpg\" alt=\"20140417_140452\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/toca-do-mouse\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/20140417_140452-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/toca-do-mouse\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/20140417_140452-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/toca-do-mouse\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/20140417_140452.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-23\" class=\"wp-caption-text\">Edit 2018: Saudades, moviola!<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afinal, o que \u00e9 uma moviola e como ela funciona? Um p<span style=\"line-height: 1.6;\">ouco<\/span><span style=\"line-height: 1.6;\">\u00a0de hist\u00f3ria antes. Voltando a 1974, quando o s\u00f3cio-pai come\u00e7ava a fazer seus trampos como tradutor e marcador e quando nenhum cinema era digital, fez-se necess\u00e1ria a exist\u00eancia de uma moviola com a qual pudesse trabalhar a qualquer momento. Assim, nesse mesmo ano foi encomendada a fabrica\u00e7\u00e3o de uma moviola exclusiva. Ela foi feita no Rio de Janeiro pela Titra Filmes, empresa de legendagem da \u00e9poca, e foi adaptada a partir de uma enroladeira de filmes. Olhando para a foto da moviola, imagine apenas a mesa com os carret\u00e9is. Isso seria uma enroladeira, instrumento usado meramente para rebobinar rolos de filme. Bem, a partir dessa enroladeira, foram adicionadas as seguintes pe\u00e7as: um leitor de som com l\u00e2mpada excitadora, uma l\u00e2mpada para leitura de imagens, um amplificador, uma caixa de som e um contador de p\u00e9s. Pronto, estava feita a moviola!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora sim, como ela funciona? Como uma imagem vale por mil palavras, vamos assistir ao v\u00eddeo com alguns segundos de pietagem (n\u00e3o deixe de notar a eleg\u00e2ncia do s\u00f3cio-pai operando a moviola).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Moviola em funcionamento\" width=\"525\" height=\"295\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HCs7_iQFpuo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A moviola funciona atrav\u00e9s de um processo fascinante no qual uma l\u00e2mpada l\u00ea o som do rolo de filme. Sim, uma l\u00e2mpada! Ela \u00e9 chamada de l\u00e2mpada excitadora. Assim, o trabalho na moviola \u00e9 prioritariamente auditivo. Caso haja alguma d\u00favida que s\u00f3 uma olhadinha na cena pode resolver, h\u00e1 tamb\u00e9m uma l\u00e2mpada normal que ajuda a pessoa marcando o filme a enxergar o que aparece nos min\u00fasculos quadradinhos do rolo que exibem o filme fotograficamente, frame a frame. Uma lupa tamb\u00e9m pode ajudar nessa hora. Melhor dar uma corridinha no computador e assistir a cena l\u00e1, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Constru\u00edda em 1974, este ano a moviola completa 40 anos. Vamos encerrar este post agradecendo mais uma vez nossos leitores e desejando que a moviola viva mais 40 anos nos ajudando a realizar pietagens maravilhosamente precisas, para que ningu\u00e9m tenha que passar pela terr\u00edvel experi\u00eancia de assistir filmes com legendas fora de sincronia \ud83d\ude09 Parab\u00e9ns, moviola!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amig\u00f5es e amigonas da LBM, Por quase quatro anos agora, damos as boas-vindas a voc\u00eas no nosso blog. Hoje, trazemos o #tbt mais emocional poss\u00edvel: o nosso post inaugural. Em 2014, ele contou a voc\u00eas um pouco da nossa hist\u00f3ria pessoal como empresa familiar e do nosso trabalho com cinema. 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