{"id":1369,"date":"2021-02-22T16:43:28","date_gmt":"2021-02-22T19:43:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/toca-do-mouse\/?p=1369"},"modified":"2021-02-22T17:34:00","modified_gmt":"2021-02-22T20:34:00","slug":"cidade-invisivel-e-as-brasilidades-em-ingles-quando-a-melhor-traducao-e-nao-traduzir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/toca-do-mouse\/cidade-invisivel-e-as-brasilidades-em-ingles-quando-a-melhor-traducao-e-nao-traduzir\/","title":{"rendered":"\u201cCidade Invis\u00edvel\u201d e as brasilidades em ingl\u00eas: quando a melhor tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 n\u00e3o traduzir"},"content":{"rendered":"\n<p>No primeiro artigo do ano, Guilherme Gama, gerente de projetos da LBM, j\u00e1 nos brinda com pol\u00eamicas tradut\u00f3rias #gostamosassim<\/p>\n\n\n\n<p>O tradutor principal de Cidade Invis\u00edvel para o ingl\u00eas compartilha com os leitores da Toca do Mouse coisas que queremos saber sobre esse processo (mas n\u00e3o necessariamente gostamos de ouvir)!<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<p>Em 5 de fevereiro deste ano, estreou a primeira temporada de \u201cCidade Invis\u00edvel\u201d, original Netflix que acompanha a trajet\u00f3ria de um agente da pol\u00edcia ambiental do Rio de Janeiro num enredo cheio de mist\u00e9rios e beirando o metaf\u00edsico, envolvendo personagens do folclore brasileiro \u2013 queridos para n\u00f3s, razoavelmente desconhecidos l\u00e1 fora. E sempre que tratamos desse tipo de material, ouvimos uma pergunta muito frequente: como voc\u00eas traduziram X, Y, Z?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"760\" height=\"398\" src=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/toca-do-mouse\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1373\" srcset=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/toca-do-mouse\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/image-2.png 760w, https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/toca-do-mouse\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/image-2-300x157.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 706px) 89vw, (max-width: 767px) 82vw, 740px\" \/><figcaption>&#8220;Al\u00f4, LBM? \u00c9&nbsp;<em>river dolphin<\/em>&nbsp;ou&nbsp;<em>pink river dolphin<\/em>?&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A resposta, um tanto anticlim\u00e1tica, \u00e9 quase sempre que&#8230; n\u00e3o traduzimos.<\/p>\n\n\n\n<p>Convido voc\u00ea a uma reflex\u00e3o: como se diz \u201cp\u00e3o de queijo\u201d em ingl\u00eas? \u201cCoxinha\u201d? \u201cSamba-enredo\u201d? S\u00e3o perguntas que surgem frequentemente entre brasileiros que t\u00eam contato com o pessoal de fora. Eu mesmo fui professor de ingl\u00eas por quase 10 anos e tive que responder perguntas desse tipo. Algumas vezes sugeria solu\u00e7\u00f5es (meio desajeitadas, at\u00e9), quando via que a pergunta vinha de uma necessidade genu\u00edna de comunica\u00e7\u00e3o. Afinal, por que n\u00e3o chamar de <em>cheese bread<\/em> se \u00e9 um conceito que vai ser imediatamente entendido pelo interlocutor? D\u00e1 na mesma, n\u00e3o d\u00e1?<\/p>\n\n\n\n<p>Depende. Anos atr\u00e1s, eu teria adotado <em>cheese bread<\/em> sem nem pensar duas vezes, porque minhas responsabilidades eram outras. Minha miss\u00e3o era facilitar a comunica\u00e7\u00e3o entre dois ou mais indiv\u00edduos. Agora, minha responsabilidade \u2013 a nossa responsabilidade, ali\u00e1s, como empresa \u2013 \u00e9 de facilitar a comunica\u00e7\u00e3o <em>de um material<\/em>. Claro, facilitar \u00e0s vezes pede adapta\u00e7\u00f5es, mas isso deve ser dosado. Quanto adaptar e quanto manter a fidelidade ao original? Onde fica esse limite? Essas s\u00e3o perguntas inerentes ao trabalho de tradu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, a Little Brown Mouse nem sempre trabalhou com legendagem em ingl\u00eas de material brasileiro. Boa parte da nossa hist\u00f3ria de 40 anos girou quase exclusivamente em torno de legendar para o mercado dom\u00e9stico filmes que vinham de fora. Exce\u00e7\u00f5es a essa regra foram pipocando, a mais not\u00e1vel delas o longa \u201cQue Horas Ela Volta?\u201d de Anna Muylaert. Mas de uns cinco anos para c\u00e1, talvez menos, esse quadro mudou bastante. Quase da noite para o dia, tivemos um grande influxo de material tupiniquim para consumo externo: longas, s\u00e9ries, document\u00e1rios, v\u00eddeos para redes sociais \u2013 sem contar material escrito, como roteiros, argumentos e b\u00edblias de s\u00e9ries.<\/p>\n\n\n\n<p>Independentemente do g\u00eanero, a esmagadora maioria desse material \u00e9 <em>sobre o Brasil<\/em>. Sobre brasileiros em suas realidades brasileiras, tangendo a cultura brasileira por todas as perspectivas imagin\u00e1veis. E traduzir o Brasil para o mundo externo \u00e9 para n\u00f3s motivo de muito orgulho. Mas, para fazer uma par\u00e1frase equivocada daquela frase batida de \u201cHomem-Aranha\u201d, com grande orgulho vem grande responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>(sim, eu sei que esse post \u00e9 sobre \u201cCidade Invis\u00edvel\u201d. J\u00e1 chego l\u00e1)<\/p>\n\n\n\n<p>Inevitavelmente, quem traduz uma obra brasileira para estrangeiros est\u00e1 se colocando como vetor de acesso a esse material. Muitas vezes, a legenda \u00e9 o \u00fanico meio pelo qual uma pessoa n\u00e3o lus\u00f3fona sequer conseguiria desfrutar daquela produ\u00e7\u00e3o. Nossa primeira preocupa\u00e7\u00e3o, portanto, \u00e9 com essa pessoa que vai assistir. O que interessa a ela?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"477\" src=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/toca-do-mouse\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1372\" srcset=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/toca-do-mouse\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/image-1.png 640w, https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/toca-do-mouse\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/image-1-300x224.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>Esse famoso desastre teria sido evitado pelo Teste do P\u00e3o de Queijo.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A\u00ed voltamos \u00e0 quest\u00e3o do p\u00e3o de queijo. <em>Cheese bread<\/em> vai ser entendido? Claro que vai. \u201cP\u00e3o de queijo\u201d, com esse rabisco esquisito em cima do \u201ca\u201d, n\u00e3o vai causar estranhamento? Talvez. Mas pensa um pouco: se a pessoa j\u00e1 parou o que estava fazendo para assistir a uma produ\u00e7\u00e3o brasileira, ser\u00e1 que usar o termo em portugu\u00eas realmente vai ser um empecilho? Ou poderia ser um convite para ela ir buscar a informa\u00e7\u00e3o na fonte e no idioma original?<\/p>\n\n\n\n<p>Novamente, n\u00e3o existe resposta f\u00e1cil, mas ao longo do tempo fomos desenvolvendo maneiras de tornar essa decis\u00e3o mais consistente. Nosso processo pode ser resumido a duas perguntas de sim ou n\u00e3o. N\u00e3o quero ser egoc\u00eantrico e batizar de Regras do Gama, ent\u00e3o doravante vos apresento o Teste do P\u00e3o de Queijo:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" type=\"1\"><li>\u00c9 importante para a obra que fa\u00e7amos refer\u00eancia especificamente a um p\u00e3o de queijo?<\/li><li>Existe um termo equivalente, razoavelmente conhecido em ingl\u00eas, que vai remeter a um p\u00e3o de queijo com uma margem razoavelmente baixa para ambiguidade?<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>A primeira pergunta \u00e9 importante porque, por exemplo, podemos ter alus\u00f5es figurativas como \u201cah, t\u00e1 redondo igual um p\u00e3o de queijo\u201d. Se n\u00e3o for importante para a hist\u00f3ria que a pessoa se refira especificamente a um p\u00e3o de queijo, podemos adaptar com alguma outra figura de linguagem.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 se a resposta \u00e0 segunda pergunta for \u201csim\u201d, usamos ent\u00e3o o termo estrangeiro. Sen\u00e3o, n\u00e3o. Ali\u00e1s, muitas vezes nem consideramos o termo em portugu\u00eas como palavra n\u00e3o inglesa! Por exemplo, \u201cjaboticaba\u201d <a href=\"https:\/\/www.merriam-webster.com\/dictionary\/jaboticaba\">aparece com essa grafia<\/a> no dicion\u00e1rio Merriam-Webster e, portanto, consideramos como palavra da l\u00edngua inglesa e vai na legenda sem it\u00e1licos. J\u00e1 \u201cdoce de leite\u201d, por exemplo, \u00e9 vendido l\u00e1 fora como <em>dulce de leche<\/em> por influ\u00eancia dos nossos vizinhos, e, portanto, atende \u00e0 pergunta 2 do teste (sim, sim, eu sei que doce de leite uruguaio \u00e9 muito diferente do nosso, mas tudo tem limite tamb\u00e9m, n\u00e9?). Outra influ\u00eancia dos <em>hermanos<\/em> entra na nossa decis\u00e3o de verter \u201cnovela\u201d como <em>telenovela<\/em> e n\u00e3o <em>soap opera<\/em>, mas o motivo para isso \u00e9 assunto para outro post.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"614\" src=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/toca-do-mouse\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/image-4-1024x614.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1377\" srcset=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/toca-do-mouse\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/image-4-1024x614.png 1024w, https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/toca-do-mouse\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/image-4-300x180.png 300w, https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/toca-do-mouse\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/image-4-768x461.png 768w, https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/toca-do-mouse\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/image-4.png 1500w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><figcaption>H\u00e4agen-Dazs promovendo a Regra N\u00famero 2 pelo mundo.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Enfim chegamos ao \u201cCidade Invis\u00edvel\u201d. Traduzimos alguns termos? Algumas coisas sim. \u201cFub\u00e1\u201d \u00e9 <em>corn flour<\/em> ou <em>raw corn flour<\/em>, dependendo do contexto. Atende ao quesito 2 do Teste do P\u00e3o de Queijo.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os animais exigiram um cuidado especial. Por exemplo, o cet\u00e1ceo de \u00e1gua doce que conhecemos como \u201cboto\u201d tem nome comum (e pouco criativo) em ingl\u00eas: <em>river dolphin <\/em>ou <em>pink river dolphin<\/em>. Adotamos isso, fazendo quest\u00e3o, sempre que poss\u00edvel, de evitar abreviar como \u201cdolphin\u201d como jeito barato de economizar caracteres na legenda. Porco-do-mato? <em>Peccary<\/em>. \u00c9 um termo razoavelmente conhecido e mais espec\u00edfico do que <em>hog, <\/em>que se refere ao porco mesmo, sem o \u201c-do-mato\u201d. Jacar\u00e9, por outro lado, \u00e9 algo mais delicado. O termo certinho, certinho mesmo \u00e9 <em>caiman<\/em>. O parentesco entre um <em>caiman<\/em> e um <em>alligator<\/em>, inclusive, \u00e9 mais distante do que aquele entre o porco e o porco-do-mato. Mas esbarramos no quesito 1: um jacar\u00e9 \u00e9 mencionado apenas numa vez nessa temporada (spoilers!), citado de passagem e como parte de uma lista de animais que tamb\u00e9m inclui um macaco-prego (<em>capuchin monkey<\/em>). Ficamos \u2013 desta vez \u2013 com o bom e velho <em>alligator<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>E finalmente, as estrelas principais da noite, nossas figuras mitol\u00f3gicas. Com exce\u00e7\u00e3o do j\u00e1 citado boto cor-de-rosa, n\u00e3o traduzimos N-A-D-A. Cuca \u00e9 Cuca, Curupira \u00e9 Curupira, Saci \u00e9 Saci. E feliz de quem conhec\u00ea-los por essa sensacional produ\u00e7\u00e3o da Prodigo Filmes. Aqui na LBM somos f\u00e3s e aguardamos ansiosamente as pr\u00f3ximas temporadas.<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<p>Quer saber de que outros projetos originais Netflix j\u00e1 participamos? D\u00ea uma olhada no <a href=\"https:\/\/www.littlebrownmouse.com.br\/portfolio\">nosso portf\u00f3lio<\/a>!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No primeiro artigo do ano, Guilherme Gama, gerente de projetos da LBM, j\u00e1 nos brinda com pol\u00eamicas tradut\u00f3rias #gostamosassim O tradutor principal de Cidade Invis\u00edvel para o ingl\u00eas compartilha com os leitores da Toca do Mouse coisas que queremos saber sobre esse processo (mas n\u00e3o necessariamente gostamos de ouvir)! 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